
A obra em questão originou-se do próprio interesse de Christiane F, em romper o silêncio e relatar seu depoimento aos jornalistas Kai Hermann e Horst Rieck sobre a questão dos tóxicos entre os adolescentes. O livro tem início com o texto do processo (Berlim, 1978) em que Christiane, colegial, menor de idade, é acusada de consumir, de maneira contínua, substâncias e misturas químicas proibidas por lei. Foi acusada também de ter-se entregado à prostituição, com o propósito de juntar dinheiro suficiente para comprar drogas. Após tudo isso, sua família se desestruturou; o pai ficou desempregado, a mãe pediu o divórcio, e o inferno instalou-se no seio da família. Christiane era surrada sempre e o lar, por ter-se transformado num ambiente hostil, fez com que ela procurasse as ruas. O livro intercala o depoimento de Christiane com o de sua mãe, de policiais que tiveram contato com a menina, e de psicólogos. De Christiane F. sabe-se que ela esteve longe das drogas por cinco anos, depois de o livro ser publicado, e que vivia com um músico alemão famoso. Atualmente, tem uma filha de três anos.
Oi gente, como vocês sabem, comprei esse livro na minha visita ao sebo.
O livro vai contar a história de Christiane que entrou no mundo das drogas para entrar na turma em que achava que era legal. no começo só fumava as drogas não pesadas, como o haxixe.
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| Detlef |
Christiane conhece outras pessoas nesse meio, como Detlef, que será seu namorado. Christiane começa a se picar, ou seja se drogar com heroína, junto com Detlef. Eles tinham certeza que nunca chegariam na dependência física, o fundo do poço. Mas acontece que eles chegam, e a prostituição de Detlef não consegue ganhar marcos (o dinheiro da Alemanha) o suficiente para as picadas diárias deles, então Christiane tem que começar a se prostituir para conseguirem suprir suas necessidades. Esse trottoir ocorria na estação Zoo.
A mãe de Christiane um dia descobre que ela se pica e começa a fazer uma desintoxicação em casa, Detlef participa. Tudo vai bem, até que o parceiro da mãe de Christiane, Klaus, não quer mais que Detlef more na casa deles, alegando que a casa é muito pequena e que eles não têm condição de alimentar mais uma boca. Isso foi o que arruinou a desintoxicação, porque Detlef vai morar com dois viciados, isso leva ele a voltar a se prostituir na estação Zoo e a se drogar, e isso leva Christiane a voltar a esse mundo também, porque Detlef diz que se ela quiser vê-lo tem que ser onde ele faz Trottoir.
Christiane tenta muitos tratamentos, mas sempre volta as drogas. Por mais que tenha gostado de Detlef, ele é quem ferra a vida de Christiane, que sempre a traz de volta ao mundo da Heroína.
Esse livro mostrou o que as pessoas (meus pais) sempre falam: experimentou, não há mais volta. Por mais que Christiane tenha tentado de diversas maneiras se desligar desse mundo ela não consegue, é mais forte que ela.
Me deu muita pena da Christiane, ela tinha um futuro brilhante, era inteligente, tirava boas notas, é uma menina de bom coração, e acho que isso ajudou ela a não ter feito coisas piores.
A narrativa dela é muito boa, a gente realmente sabe como era luta psicológica com a luta das drogas.
Esse livro me fez ver que realmente as drogas não levam a nada.
Meus pais me educaram fortemente nesse ponto, e esse livro aumentou os ensinamentos e a ficar realmente longe das drogas.
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| Christiane |
Ela até muda de cidade e começa a se esforçar nos estudos, mas quando seu dossiê chega nas mãos dos diretores ela é expulsa da escola. Isso faz com que ela pense que seu futuro será NADA, porque seu passado sempre vai acabar com qualquer chance. O que acho que é errado, porque ela estava realmente se esforçando para ser uma garota direita e isso (de não aceitarem seu passado) desestimula muito ela e ela volta a se drogar, afinal mesmo estando clean não existe um futuro bom para ela, o que ela e Detlef sonhavam. Acho que deveriam dar mais uma chance para ela, afinal as pessoas mudam.
Um beijo,
Isa